quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Campanha de Incentivo à Leitura

 Então pessoal, o blog Quintessência, da minha ilustríssima amiga Vitória indicou o Filosofando para responder à tag "Campanha de Incentivo à Leitura", o que eu particularmente apoio e indicaria a outros blogs se eu conhecesse XD

Como não é possível cumprir a etapa de indicar, eu irei apenas postar a foto da campanha no blog e responder a pergunta a seguir:

"Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?"
Honestamente, o meu livro favorito é um muito antigo e meio infantil que encontrei por acaso numa loja na seção de usados. "Os Mundos de Crestomanci - Vida Encantada" faz parte de uma série de livros da escritora Diana Wynne Jones. Essa série gira em torno de magia e de um mago muito poderoso chamado Crestomanci. São 5 livros e dois extras com histórias que se passam em vários momentos da história. Infelizmente eu não consegui comprar os outros mas a partir do "Vida Encantada" dá pra ter uma noção do quão fantástico é o mundo criado pela escritora. 
Quando faltar magia, recorram aos "Mundos de Crestomanci", vale a pena!

Agora, se o infantil não vale, sem sombra de dúvida, eu indico O Estranho Caso do Cachorro Morto, de Mark Haddon. O título parece meio estranho, a história também não foge do padrão, mas é cativante. O livro parte do ponto de vista de um menino que tem a Síndrome de Asperger (um tipo de autismo) e é muito inteligente. Ele investiga a morte do cachorro da sua vizinha e faz descobertas descorrentes dessa investigação. O que eu mais gosto nesse livro é que ele nos proporciona um olhar diferente da vida, uma nova perspectiva. Recomendo triplamente!

E agora José? O post acabou. 
Até a próxima.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Você é muito egoísta!

Todos somos egoístas. O ser-humano é tão egoísta que se incomoda com a simples existência de outros animais. Um belo exemplo disso foi a minha recente ida à praia: entrei no mar e amaldiçoei a vida dos pequenos seres que vivem lá, por pisar em alguns e ficar assustada. Eu, terrestre, invadindo o habitat deles e reclamando por eles estarem em suas próprias casas. Se o egoísmo fosse uma característica de uma minoria da raça humana, nós até teríamos motivos para nos sentirmos culpados, mas, ainda que existam pessoas com níveis absurdos e outras com ele quase inexistente, o egoísmo faz parte de nós.
Egocêntricos, aliás. Quando falo de egoísmo, não estou falando de pessoas que não gostam de emprestar as suas coisas. Nós somos egoístas por acharmos que somos o centro do universo. Nada pode ser mais interessante do que a nossa vida, o mundo funciona de acordo com o que vivemos. Quantas vezes tu já ficou de saco cheio das conversas de um amigo teu porque ele só fala da própria vida? Quantas vezes já pensou "meu problema é maior que o teu"? O que nós não enxergamos é que costumamos fazer a mesma coisa. O nosso problema sempre será maior porque ele é vivido por nós. Sob a visão de uma pessoa de fora, a não ser que a coisa seja realmente séria, o teu problema vai ser algo que não precisava entrar na conversa. Até porque ninguém está interessado em solucioná-lo.
Mas quando perceber isso, não se martirize. Você não é o único.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Pelo direito de dizer não

Minha mãe sempre me disse que eu tenho que aprender a me impor, aprender a dizer não. A questão é que hoje em dia, dizer "não", dependendo da situação, pode chatear as pessoas. Mas por quê? Negar algo é um direito do ser humano, é uma ferramenta de escolha. Parece-me que a sociedade tornou-se uma criança mimada que fica "emburrada" quando a contrariam. Parem e pensem um pouco: quantas vezes aceitaram algo só para agradar alguém?
Pode ser um doce que a sua avó fez e você sabe que não vai gostar, uma festa que insistem em convidá-lo, sei lá. Quando falo de "dizer não", não estou falando de arranjar desculpas e maneiras de fugir da proposta, e sim, dizer não, sinceramente. Dizer que não quer, ou simplesmente negar. A reação é absurda. Em uma fração de segundos você se torna uma pessoa grosseira e antipática, por ter proferido uma palavra tão minúscula e tão carregada de significado.
Certa vez eu presenciei uma pequena discussão entre dois amigos por causa disso. Um deles pediu para ver uma coisa e o outro respondeu: não. Simples, rápido. O amigo insistiu e o outro continuou respondendo "não" para cada insistência, até que o primeiro cedeu e chateou-se, pois não havia conseguido o que queria, enquanto o outro olhou para  mim e disse: "Não é não. Por que será que as pessoas não conseguem entender isso?". Naquele momento eu percebi onde nós estamos metidos. Ser gentil, bacana, legal é aceitar (quase) tudo o que lhe for imposto/pedido/proposto e se não estiver com vontade, arranjar uma boa desculpa. É incrível como o ser humano prefere o conforto da mentira do que a verdade nua e crua. Novamente caí nesse assunto, "a verdade"; novamente digo a vocês, que essa teoria é muito interessante enquanto não nos atinge. Não serei hipócrita em dizer que não ficaria um pouco chateada se alguém negasse algo simplesmente porque não quer fazer, mas que seria legal poder dizer não livremente, ô se seria.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Contradições da vida

Inicio o retorno do Filosofando com questões difíceis: como quebrar os padrões da sociedade em nível extremo.

Começarei pelos mais simples:
Ontem eu entrei no quarto do meu irmão e vi um documentário sobre stand up e piadinhas que não são muito "felizes" de acordo com as regras de boa convivência da sociedade, aquelas que (muitas vezes) ninguém impôs mas todo mundo respeita, como evitar fazer piadas preconceituosas, racistas, sobre doenças sérias e até sobre assuntos polêmicos.
Após ver uma parte do documentário, comecei a questionar várias coisas:
É "errado" fazer uma piada preconceituosa; mas tem gente que ri. E se tem gente que ri dela, tem gente que concorda com a piada. E se tem gente que concorda com a piada e dá risada abertamente, é possível que existam pessoas que acharam graça mas seguraram o riso pois a moral impõe que não é bonito rir de assuntos que envolvam preconceito ou deboche de qualquer tipo de condição social, racial ou física.
Aí entra a questão: provavelmente, poucas ou nenhuma das pessoas que riu ou achou graça está realmente nessa situação descrita, ou seja, a graça termina onde os seus "pontos fracos" começam. Tudo está muito bem, até pisarem nos seus calos.
Não faz muito tempo que eu vi o filme brasileiro "O Cheiro do Ralo", e achei muito interessante (ao ponto de desejar poder ser assim vivendo na sociedade em que vivo) que o personagem principal não tinha "papas na língua", ele simplesmente era sincero e falava o que estava com vontade. Lembro-me de um diálogo no qual ele simplesmente fala "porque eu não fui com a sua cara" e foi isso. Nada aconteceu. Ele "infringiu" aquelas "regras de boa convivência" e não foi punido. Obviamente, na vida real essa atitude seria muito censurada pela sociedade, mas por quê? Por que não podemos estabelecer que todos os diálogos sejam sinceros? Desde o começo das interações sociais, o ser-humano mente ou omite fatos para fugir de conflitos maiores, mas e se esses conflitos fossem enfrentados? Talvez agora não tivéssemos mais esse costume de escapar das coisas com mentiras.
Na teoria é muito bonito, para os outros é muito legal. Mas devemos pensar, primeiramente, em qual seria a NOSSA reação se de repente as pessoas resolvessem ser totalmente sinceras conosco. Deve ser bem bacana falar algumas poucas e boas para aquelas pessoas que nós apenas suportamos, mas no momento em que passamos a pensar como seria se alguém viesse nos dizer umas poucas e boas, as regras da boa convivência parecem extremamente convenientes.

Comecei num assunto e fui para outros caminhos, mas a linha de pensamento segue a mesma: Toda mudança é legal e interessante até atingi-lo.
É isso pessoal, até um próximo surto existencial. :D